Dízimos e Ofertas
Falar sobre dízimos e ofertas é sempre um tema bem polêmico é que traz várias e diversas opiniões daqueles que pertecem ou não à Igreja.
Ainda mais hoje em dia, onde os dízimos e as ofertas são uma fonte grandíssima de críticas às Igrejas devido aos abusos e escândalos financeiros cometidos por muitos dentro da mesma.
Já vi e ouvi coisas absurdas também na minha caminhada cristã como, pastores condicionando o recebimento de bençãos materiais a entrega dos dízimos e das ofertas. Outros criam um verdadeiro clima de terror no conhecido texto de Malaquias 3 com os tais gafanhotos migrador, cortador e devorador dentre tantos outros abusos.
Por outro lado há os que criticam fortemente as Igrejas por causa dos dízimos, alegando que o mesmo pertence a Lei no Velho Testamento e que estaríamos livres de entregá-lo ao Senhor.
Bom, como disse no início do texto, este é um tema bastante polêmico e que inclusive já foi abordado aqui no Desperta Igreja! algumas vezes.
E volto a repetir a minha opinião: apesar de ser verdadeiro que no Novo Testamento não vemos referências sobre o dízimo como no Velho Testamento, acho que somente o fato de podermos contribuir para a manutenção da Igreja de Cristo na terra já seria um nobre motivo para que possamos dizimar e ofertar ao Semhor com alegria.
Não é questão se pertence a lei ou a graça, se é do Novo ou do Velho Testamento e sim a demonstração de gratidão ao Senhor por sermos participantes da Sua Obra.
Costumo sempre dizer as pessoas que me questionam acerca de dízimos e ofertas: quando entrei em uma Igreja evangélica pela primeira vez, a mesma estava com as portas abertas devido às contribuições financeiras de pessoas que não me conhecima e sequer tinham me visto alguma vez na vida.
Hoje, sendo membro de uma Igreja, também quero contribuir com meus dízimos e ofertas para que a mesma tenha sempre as portas abertas para que outras pessoas que também não conheço, possam receber daquilo que tenho desfrutado na Casa do Senhor.
Portanto, o fato do dízimo não estar explícito no Novo Testamento não muda nada.
Lógico que é erradíssimo os abusos cometidos nos ensinos por muitos em relação ao assunto (vide os pregadores da teologia da prosperidade) e outros que ensinam sobre o dízimo como uma imposição.
Também é lamentável que os recursos advindos do dízimos e ofertas nas Igrejas não estejam sendo direcionados a projetos missionários por exemplo.
Porém, o mais importante é termos a consciência de sermos participantes da manuntenção da Igreja de Cristo com nossos dízimos e ofertas.
É ter a consciência que estamos investindo em vidas e que com certeza o Senhor se agradará da nossa espontaneidade e sinceridade quando O louvamos com os dízimos e ofertas por amor ao evangelho.
Deus Não Quer Você no Culto!
A palavra “culto” soa bem comum no meio evangeliquês. Temos cultos de oração, de doutrina, de “louvor e adoração”. Mas o que realmente Deus fala sobre culto em sua palavra? será um ajuntamento de pessoas? Será uma reunião da igreja como denominamos hoje?Será que este “culto” que prestamos é o que Deus realmente quer?
No velho testamento a palavra culto está estritamente ligada á adoração, que implícita à antiga aliança significava ritos e práticas delineados pela Lei, como o sacrifício de animais por exemplo. O culto era algo digamos mais “exteriorizado.”
Já no novo testamento não temos referências diretas ao culto tal qual conhecemos. Em nenhum momento o novo testamento chama de culto a reunião dos santos, em nenhuma passagem culto está atrelado ao ajuntamento de pessoas.Então o que é o culto? qual verdadeiro culto? que culto Deus requer de nós?
O apóstolo Paulo dá a resposta em Romanos 12.1,“rogo-vos pois irmãos pelas misericórdias de Deus que apresenteis os vossos corpos por sacrifício vivo, santo e agradável que é o vosso culto racional.” Paulo, inspirado pelo Espírito santo, diz claramente e categoricamente que o culto racional (Gr. logikos), ou seja culto verdadeiro e aceitável é: o nosso corpo por sacríficio vivo, santo e agradável.
Este versículo deixa bastante claro que o culto não é um momento, nem é uma reunião de “crentes”. O culto no Novo testamento ganha um significado amplo e profundo, não são mais ritos, ajuntamento solenes, sacrifícios de animais, pois o culto aceitável e autêntico passa a ser eu, o culto passa a ser você, o culto são nossas vidas!
Deus não aceita mais os sacrifícios de animais, pois Jesus o fez e uma vez por todas, mas Deus anseia por nossas vidas por sacrifício. E sacrifício esse não mais morto, mas vivo e não no altar feito por mãos humanas, mas no altar do Deus vivo! Sacrifício esse não contaminado pelo pecado, mas Santo, totalmente separado e dedicado ao verdadeiro Senhor! Sacrifício esse agradável, uma vida que da qual Deus possa dizer: “Este é meu filho amado em quem tenho prazer!”
As reuniões da igreja biblicamente não são cultos, mas momentos de comunhão( Infelizmente comunhão essa cada vez menor), edificação (crescimento mútuo) e louvor (expressão de gratidão de vidas remidas).
Que não venhamos á assistir ou a prestar um culto mas que nós venhamos a ser o próprio culto à Deus, através de uma vida por sacrífiio, que implica em renúncia, perda mas “toda aquele que perder sua vida por minha causa acha-lá-a” Mt.17: 25
“Deus não quer você no culto, ele quer que você seja o próprio culto!”
Por Lucas Gomes via Ultimato


